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Temporais

O Que Fazer ?

O QUE FAZER DURANTE OS TEMPORAIS


RAIOS, ALAGAMENTOS, GRANIZO, TORNADOS, VENDAVAIS.


RAIOS:

Raios são fenômenos atmosféricos caracterizados pela formação de correntes elétricas com milhões de volts de potencial e que atingem a superfície causando prejuízos materiais e mesmo mortes. Normalmente, a temporada de temporais tem inicio em Setembro e vai até Março. A região de Campinas é atingida em média, entre Dezembro e Janeiro de cada ano, por cerca de 17 temporais, ou seja, um a cada dois dias, normalmente formados à tarde ou início de noite, com descargas elétricas, em algum ponto da região.

1.      Aos primeiros sinais de um temporal, planeje o que fazer no caso de ocorrência das descargas elétricas nas proximidades.

2.      Você pode estimar a distância de incidência dos raios usando o método chamado "flash-to-bang" ou "relâmpago-trovão". Contando os segundos entre o "clarão" do raio e o trovão que você ouve e multiplicando por 300 tem-se a distância em metros do local onde ocorreu a descarga. Assim, se você vir o clarão e contar até oito, por exemplo, significa que o raio "caiu" a 2.400 metros do local onde você se encontra. Para contar os segundos você pode usar a seqüência ”mil e um, mil e dois, mil e três etc...”

3.      A possibilidade de você ser atingido por um raio em um temporal inicia-se meia hora antes e continua até cerca de meia hora após a atividade máxima. Mantenha-se protegido durante esse tempo.

4.      O raio nunca avisa aonde vai "cair". A melhor proteção é se prevenir com antecedência. Se você vir o primeiro clarão, contar cerca de 30 segundos e depois outro clarão e contar menos que 30 segundos entre eles, já é hora de se prevenir, procurando abrigo nas proximidades. Isso porque, normalmente, um raio pode "escapar" do centro de atividade da nuvem e atingir áreas a longas distâncias.

5.      Durante os temporais evite aglomeração de pessoas mantendo pelo menos uma distância de 5 metros uma da outra.

6.      Se você estiver em locais abertos como campo de futebol, piscina etc, aos primeiros sinais de um temporal abandone imediatamente o local, procurando abrigo em prédios.

7.      Nunca seja o ponto mais alto da redondeza. O raio procura sempre os pontos que se sobressaem da superfície como atrativo à descarga. Caso você esteja em um local descampado, abaixe-se com os joelhos dobrados e as mãos na nuca procurando tampar os ouvidos.

8.      Nunca procure abrigo sob árvores isoladas ou prédios rústicos como aqueles de proteção para animais, existentes em pastagens.

9.      Externamente, nunca fique perto de cercas metálicas, rios, lagos, veículos ou superfícies que conduzam eletricidade.

10. Se você estiver no alto de um morro, desça para o ponto mais baixo do terreno. Um capão de árvores nas baixadas é uma boa proteção.

11. Prédios de concreto com fiação elétrica, canalizações de água ou de outro tipo constituem-se em excelente proteção contra as descargas.

12. Se você estiver dentro de casa ou de qualquer prédio, retire os "plugs" dos aparelhos elétricos das tomadas, não use telefone ou outros equipamentos elétricos. Fique longe de tomadas de força ou de superfícies metálicas.

13. Se você estiver em uma estrada ou na rua, a melhor proteção existente é dentro do veículo com os vidros fechados. Não são os pneus que promovem a proteção, mas sim um fenômenos da física chamado Gaiola de Faraday.

14. Você pode ser atingido não somente pelo raio diretamente como também por "faíscas" refletidas por objetos da proximidade.

AGRICULTURA - DESCARGAS ELÉTRICAS NO CAMPO.

Durante o verão, a ocorrência dos temporais de final de tarde/noite, caracterizados por elevada freqüência de raios pode causar a morte de animais soltos no campo. As descargas podem atingir as cercas e a corrente elétrica se propagar fortemente por toda a extensão do arame farpado, causando a morte do gado em áreas próximas. Capoeiras de mato, árvores e construções rústicas para proteção dos animais, normalmente localizadas nas partes mais elevadas do terreno atraem fortemente os raios, podendo também causar danos letais. Evitando-se a aglomeração dos animais nessas áreas a probabilidade de acidente fica menor. Da mesma forma, a construção de cercas, com interrupção do arame a cada 100 metros aproximadamente - usando-se dois mourões próximos um do outro - e aterrando-se todos os arames pode evitar danos maiores aos rebanhos.

ALAGAMENTOS/ENCHENTES.

1.      Dependendo das condições locais, um pequeno riacho pode-se tornar uma área perigosa devido ao rápido alagamento em época de verão. Evite estacionar o veículo nas proximidades de locais de drenagem de água, seja no campo ou na cidade.

2.      Nunca tente dirigir um veículo na água se o nível estiver acima do joelho (45 a 60cm) já que a maioria dos veículos possui o motor próximo a essas alturas.

3.      Não subestime o poder da água em movimento. A força com que um veículo pode ser empurrado pela correnteza é surpreendente. Além disso você pode ser atingido por detritos deslocados pelo alagamento.

4.      Durante as enchentes, a água pode subir de nível em alguns minutos. Ao menor sinal de um alagamento, durante um temporal, evite parar o veículo próximo às baixadas do terreno.

5.      Lembre-se de que um alagamento pode ser provocado por chuvas que ocorram longe do local onde você se encontra, nas partes mais altas da região e o deslocamento de água vai atingir as baixadas depois de certo tempo. Nesse caso as condições meteorológicas podem estar boas ao seu redor mas o perigo é ainda maior devido a força de deslocamento da "parede de água".

6.      No verão, os alagamentos são mais comuns durante a tarde ou início de noite uma vez que a formação de temporais depende do forte aquecimento local. Mas eventualmente podem ocorrer em outros horários, como no caso de penetração de frentes frias.

7.      Caso você esteja em uma área de baixada sujeita à alagamento, ao primeiro sinal de aumento do nível de água procure um lugar mais elevado para se proteger. São altas as possibilidades de voce ser atingido pela "parede de água" formada pela correnteza inicial ou por detritos que se desprendem da superfície.

GRANIZO:

1.      As chamadas "chuvas de pedra" podem ser danosas não somente às plantas mas também às pessoas em geral. É bastante comum a incidência de pedras de gelo que causam danos físicos ao ser humano ou animais de modo geral. Pedras com diâmetros próximos ao de uma bola de golf (4 cm) já causam danos sérios principalmente se atingem a cabeça. Uma pedra de gelo com o tamanho aproximado ao de uma bola de basebol (7 cm) pode atingir a superfície com uma velocidade aproximada de 160 Km/hora.

VENDAVAL:

Ventos fortes normalmente são formados durante a entrada de sistemas frontais, quando ocorre o choque de temperaturas. Os ventos podem ser do tipo horizontal, laminar, com características similares às do tufão ou furacão ou ainda as chamadas tempestades extra-tropicais. Nesse caso as regiões atingidas podem ser acima dos 400Km de largura por vários Km de extensão, com pontos de incidência maior de ventos fortes. Nesses casos, se as velocidades dos ventos forem superiores aos 117 Km/hora, por convenção internacional, já se caracteriza um furacão ou tufão. Arvores são derrubadas e edificações sofrem danos sérios como queda de chaminés e de paredes, destelhamentos etc. Ventos acima dos 75 Km/hora já são considerados danosos e perigosos à vida humana.

1.      Se você estiver no meio de uma floresta, o perigo é muito grande devido a possibilidade de queda de árvores ou de galhos.

2.      Em locais descampados, proteja-se dos detritos jogados pelo vento, sendo comum galhos de árvores, pedras, telhas etc.

TORNADO:

Tornados são mais raros mas são observados um a dois por ano em uma faixa que vai desde as regiões de Campinas-Jundiai até a divisa com o MS, entre Pereira Barreto e P. Prudente. São de características diferentes das do furacão pois atingem normalmente áreas de apenas 100 a 800 metros de largura e se deslocam até 20/30 Km de extensão, causando danos muito sérios a cada vez que "toca" a superfície". Os ventos horizontais da periferia são helicoidais (redemoinhos) e atingem de 200 a 400 Km/h. Os ventos verticais, que causam sucção na superfície, podem atingir até 500 Km/h. O pior tornado da região foi observados entre Itu e Jundiai, em 30 de Setembro de 1991, com danos graves em uma faixa de 100 a 200 metros de largura por 20 Km de extensão, indo desde a Rodovia do Açúcar até a serra do Japi. Além de 15 mortes estimadas, foram destruídas casas, áreas florestadas/agrícolas e torres de transmissão de energia. O segundo maior em intensidade provavelmente foi o observado na região de Campinas, em 28 de Novembro de 1995, entre Paulínia e Jaguariuna, quando foram destruídos vários prédios da região, inclusive o centro de convenções da Unicamp.

1.      Caso você seja surpreendido por um tornado enquanto dirige por uma estrada em local descampado é relativamente fácil escapar da ação dos ventos, bastando alterar a sua direção de forma a desviar do local onde se observa o redemoinho. Caso seja possível, o desvio lateral no sentido transversal (90 graus) ao de deslocamento do tornado é a medida mais indicada. Ainda, caso possível, desviar-se para a esquerda do redemoinho. Lembre-se de que o tornado pode mudar de direção e de velocidade instantaneamente.

2.      De modo geral, a velocidade de deslocamento do tornado é de até 60 Km/hora ( não confundir com a velocidade dos ventos provocados) permitindo assim, ao motorista eventualmente surpreendido, fugir de sua ação pela própria estrada onde se encontra até encontrar uma estrada transversal por onde possa sair da ação dos ventos mais facilmente.

3.      Se as condições da estrada não permitirem escapar da ação do tornado, abandone seu veículo e procure um abrigo mais seguro em edificações resistentes, onde os pequenos cômodos como um banheiro podem oferecer melhor resistência aos ventos ou desabamentos. Em ultimo caso, deite-se em valeta ou depressão do terreno e cubra a cabeça com as mãos. Lembre-se que existe o perigo de você ser atingido por detritos ou mesmo pelo deslocamento de veículos. Nunca use como proteção prédios de construção leve.